Eu não quero respostas – apenas –
Eu quero ações
Canções e cantigas sambadas para mim
Em mim para algum ti
Ninguém e todos serão
Verão – algum brilho resplandece
Se os toques se chegam em um ar
Soltos – Serão
Eu não quero
Tudo que não seja você
- Me querendo
Eu me quero
Um bem- te- vi
Nem sempre será no presente
Passada em mim eu também
Sempre serei
Renovada e nova
Em mim
Reposta de mim será sempre meu sim
Em algum ti,
Bem.
Lucy, 28.08.2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
SE, mas não (mais não)
É que tudo na vida é
Em corda bamba, bamba
samba
É que tudo no ar
Levita – E é solto
E aí o corpo que se foi
Foi também um vazio
Esbofeteado na cara
Porque AR comprime o VAZIO
É que também só assim
Escutarei músicas
E tons – cores - de alegria
Há que ter muita calma
Paz, e esperança
Para relativizar
A bamba da vez
Que no passo da dança
Caminha lindamente
Para a frente
E te fisga de lado.
Você do lado
De cá
É bem mais legal.
Lucy, 18. Agosto. 2012
Em corda bamba, bamba
samba
É que tudo no ar
Levita – E é solto
E aí o corpo que se foi
Foi também um vazio
Esbofeteado na cara
Porque AR comprime o VAZIO
É que também só assim
Escutarei músicas
E tons – cores - de alegria
Há que ter muita calma
Paz, e esperança
Para relativizar
A bamba da vez
Que no passo da dança
Caminha lindamente
Para a frente
E te fisga de lado.
Você do lado
De cá
É bem mais legal.
Lucy, 18. Agosto. 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Prece Alma
Eu preciso ter muita energia boa
E calma
Porque eu carrego comigo as minhas pessoas
Queridas
E é preciso
Muita calma nestas horas
Muitas horas de calma
Com sorrisos e paz olhar interno
É preciso muito discernimento
E não se deixar levar
Caminho - sentimento - descaminho – ilusão
E, ainda assim, ter coragem de
Sentir- Se-Dá Se Dar!
Por algum caminho que irá haver
Na ciranda de amizades e ventos
Que refazem
A pele osso no nosso corpo.
Algum tipo de forma – disforme
Apertos de mãos soltos
O coração Junto do corpo ação
Criar novas batidas
Em nova oração.
Lucy, 13. Agosto. 2012
E calma
Porque eu carrego comigo as minhas pessoas
Queridas
E é preciso
Muita calma nestas horas
Muitas horas de calma
Com sorrisos e paz olhar interno
É preciso muito discernimento
E não se deixar levar
Caminho - sentimento - descaminho – ilusão
E, ainda assim, ter coragem de
Sentir- Se-Dá Se Dar!
Por algum caminho que irá haver
Na ciranda de amizades e ventos
Que refazem
A pele osso no nosso corpo.
Algum tipo de forma – disforme
Apertos de mãos soltos
O coração Junto do corpo ação
Criar novas batidas
Em nova oração.
Lucy, 13. Agosto. 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Espalhados Ao Vento
Minhas festas e partidas e repartidas da vida
Não têm lá uma turma tão grande
Não cabe em mim
conseguir digerir
TANTAS pessoas tão grandes como essas que aqui estão
Estarão ao meu lado
Eu já mal caibo em mim
E não cabe a mim
determinar
Quem o destino me sopra ao vento
E se encontra ao lado de mim
E se deixa repousar
Mas são GRANDES e ÚNICAS pessoas
A quem agradeço o reflexo na existência
E que por estarem espalhadas
Vivo a vida com uma saudade
Que cadencia meu passo
Eles passarão, eu passarei
E levarei comigo
E redescobrirei já sabendo
Pessoas metade de mim
Meu infinito é feito de vários
E poucos
Únicos
Lucy, 8. Agosto. 2012
Não têm lá uma turma tão grande
Não cabe em mim
conseguir digerir
TANTAS pessoas tão grandes como essas que aqui estão
Estarão ao meu lado
Eu já mal caibo em mim
E não cabe a mim
determinar
Quem o destino me sopra ao vento
E se encontra ao lado de mim
E se deixa repousar
Mas são GRANDES e ÚNICAS pessoas
A quem agradeço o reflexo na existência
E que por estarem espalhadas
Vivo a vida com uma saudade
Que cadencia meu passo
Eles passarão, eu passarei
E levarei comigo
E redescobrirei já sabendo
Pessoas metade de mim
Meu infinito é feito de vários
E poucos
Únicos
Lucy, 8. Agosto. 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Mundana
Talvez eu chegue a um ponto na minha vida
Em que eu consiga apenas simplesmente admitir
Que fui humana
Que não controlei minhas carências
Mas que mantive uma linha raciocínio Orgulho
Que me arrancou de mim e me manteve O caminho
Meu
Que me trouxe e me atirou em portos
E fui surpreendida – continuamente – comigo mesma
Aprendi e desaprendi, e esqueci se havia o que saber
O que saber, que não fosse o que sentir
Talvez eu admita, que apesar de todas as incursões
Não há um sorriso que não abra a porta certa
Que a única solução é buscar a pitada de alegria
Num universo de tristezas, que definhará...
(Justamente por isso)
Talvez eu tenha mais coragem, e me desgarre do cômodo
E saiba que é preciso, aceitar a liberdade
Que os sustos irão
Me colorir, e suspirar, e sorrir-grito!
Talvez eu saiba admitir e aceitar
Que apenas um caminho incerto pode chegar
Em algum pedaço inteiro de mim.
Lucy 19.julho.2012
Em que eu consiga apenas simplesmente admitir
Que fui humana
Que não controlei minhas carências
Mas que mantive uma linha raciocínio Orgulho
Que me arrancou de mim e me manteve O caminho
Meu
Que me trouxe e me atirou em portos
E fui surpreendida – continuamente – comigo mesma
Aprendi e desaprendi, e esqueci se havia o que saber
O que saber, que não fosse o que sentir
Talvez eu admita, que apesar de todas as incursões
Não há um sorriso que não abra a porta certa
Que a única solução é buscar a pitada de alegria
Num universo de tristezas, que definhará...
(Justamente por isso)
Talvez eu tenha mais coragem, e me desgarre do cômodo
E saiba que é preciso, aceitar a liberdade
Que os sustos irão
Me colorir, e suspirar, e sorrir-grito!
Talvez eu saiba admitir e aceitar
Que apenas um caminho incerto pode chegar
Em algum pedaço inteiro de mim.
Lucy 19.julho.2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Apenas um detalhe
Era muito pequena, muito tímida
A flor que deu cor à cinza
Era muito vento e ainda
A flor não caía
Era muito vulnerável
O pequeno sentimento bonito que se instalava
E gritava algum tipo de independência
Apesar, a pesar
Das carências
Era um detalhe
Mas fez alguma - e toda - a diferença
Era muito simples a nossa cor
Que passava despercebido
Para quase todos
No entanto deu sentido para minha vida
E guiou meu caminho imprevisível
Para apenas um sensível tradutor
Saber me ler
Me ver.
É um sorriso apenas, que o vento leva,
E me eleva,
Uma nota que se perde
Um vento que me bate
E eu já fui.
Lucy, 10.julho.2012
A flor que deu cor à cinza
Era muito vento e ainda
A flor não caía
Era muito vulnerável
O pequeno sentimento bonito que se instalava
E gritava algum tipo de independência
Apesar, a pesar
Das carências
Era um detalhe
Mas fez alguma - e toda - a diferença
Era muito simples a nossa cor
Que passava despercebido
Para quase todos
No entanto deu sentido para minha vida
E guiou meu caminho imprevisível
Para apenas um sensível tradutor
Saber me ler
Me ver.
É um sorriso apenas, que o vento leva,
E me eleva,
Uma nota que se perde
Um vento que me bate
E eu já fui.
Lucy, 10.julho.2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Íris
Na piscina dos teus olhos
E lusco-fuscos
Irei algum dia me perder
Assim como os meus perscrutam O mundo
E me traduzem a alma
E vou sorrir, não sabendo de mais nada
E deixar a vida linda me carregar
Para o lugar – mar – certo
Porque meu corpo já é todo evidência
E escrita espalhada por aí
E voz e som no ar
Que as palavras tentam, em vão,
Traduzir
Em pontes de olhares e sorrisos
Eu vou me perder
Para poder me encontrar.
Lucy, 15. Junho. 2012
E lusco-fuscos
Irei algum dia me perder
Assim como os meus perscrutam O mundo
E me traduzem a alma
E vou sorrir, não sabendo de mais nada
E deixar a vida linda me carregar
Para o lugar – mar – certo
Porque meu corpo já é todo evidência
E escrita espalhada por aí
E voz e som no ar
Que as palavras tentam, em vão,
Traduzir
Em pontes de olhares e sorrisos
Eu vou me perder
Para poder me encontrar.
Lucy, 15. Junho. 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Remada corrente.
Há de fazer, com calma, um futuro imbutido no presente,
Aceitar as renúncias e o passar de cada dia
Num levar de águas sem arrependimentos
Há de cravar com força o momento instante
que passa
e não se deixar...
Viver sem amor, ideal, ou esperança
Para ter o amanhã abrindo de sol
É necessário o sim e o não de hoje
É necessário também saber soltar o tempo
E aceitar o corpo leve derivar
No mar sem tamanho
Eu me encontro e te perco
E me renovo
O que serei amanhã
É algo do que aceito e ultrapasso
hoje.
Lucy 23.10.2011
Aceitar as renúncias e o passar de cada dia
Num levar de águas sem arrependimentos
Há de cravar com força o momento instante
que passa
e não se deixar...
Viver sem amor, ideal, ou esperança
Para ter o amanhã abrindo de sol
É necessário o sim e o não de hoje
É necessário também saber soltar o tempo
E aceitar o corpo leve derivar
No mar sem tamanho
Eu me encontro e te perco
E me renovo
O que serei amanhã
É algo do que aceito e ultrapasso
hoje.
Lucy 23.10.2011
Mareada
Em algum lugar do mar
Jaz a minha libertação
E eu vou aos poucos me expandindo da cidade
Despedindo
Em algum lugar Ar em mim
Jaz o meu ser, que precisa se libertar
E ter carinho e movimento, para além de mim
Em algum lugar, meu mar
Eu sei me entregar
E eu sou ser de sal, água e sol
Nada mais, nada mais...
Eu sou tudo isso,
Eu inspiro a maresia
E me lavo por inteira
Meu sorriso olho é luz em reflexo
Em qualquer dia
E minha cidade é qualquer
Mar que me dá.
Lucy, 17 de maior de 2012.
Jaz a minha libertação
E eu vou aos poucos me expandindo da cidade
Despedindo
Em algum lugar Ar em mim
Jaz o meu ser, que precisa se libertar
E ter carinho e movimento, para além de mim
Em algum lugar, meu mar
Eu sei me entregar
E eu sou ser de sal, água e sol
Nada mais, nada mais...
Eu sou tudo isso,
Eu inspiro a maresia
E me lavo por inteira
Meu sorriso olho é luz em reflexo
Em qualquer dia
E minha cidade é qualquer
Mar que me dá.
Lucy, 17 de maior de 2012.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Traduz Ação
Meus sentimentos
Coloridos, visuais, táteis
E inquietações
Deverão nascer em texto íntegro
E maduro E compreensível
Para o descanso de minha alma
A cidade deverá se traduzir
Num pulso forte que meu corpo percorre
Em palavras explicativas
Eu irei capturar – o misto ritmo de
Especulação – espetáculo
Com a calma e soberba de quem enxerga
O pôr do sol
E sabe tudo no seu lugar
E saberei, me acalmarei,
Já que tudo isso,
Ainda é muito mais fácil
Do que olhar dentro de mim
E me traduzir
Tão estrangeira que sou
Não me encontro.
Lucy, 20.abril.2012
Coloridos, visuais, táteis
E inquietações
Deverão nascer em texto íntegro
E maduro E compreensível
Para o descanso de minha alma
A cidade deverá se traduzir
Num pulso forte que meu corpo percorre
Em palavras explicativas
Eu irei capturar – o misto ritmo de
Especulação – espetáculo
Com a calma e soberba de quem enxerga
O pôr do sol
E sabe tudo no seu lugar
E saberei, me acalmarei,
Já que tudo isso,
Ainda é muito mais fácil
Do que olhar dentro de mim
E me traduzir
Tão estrangeira que sou
Não me encontro.
Lucy, 20.abril.2012
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