sábado, 1 de dezembro de 2012

PAZ

"
Eu deixo a cidade em paz
E vou tão somente
Devanear no mar
Que espelha o céu e eu dentro de mim

Como descrever algo tão simples?
Como descrever algo tão forte em si?

Eu troco de cenário
 e a cidade - com todas as suas lógicas
E des-lógicas
e mortes lentas de vida apressada -
É apenas meu cenário, não está em mim
Está para mim, quando eu puder

Minha casa flutua na certeza de não poder ser construída
Meu coração flutua na certeza de não pertencer

Ao piso esmaga dor
Aos entre-pisos em que não caibo
Em que pouco respiro e mal vejo

Eu perco a vista no horizonte e não preciso pensar no que veem
Se me veem, se gostam ou não

No mar eu SOU, simplesmente
Um repouso para o sol, um encontro com a água
Entre meus fios me dão ar
Sou da graça

De graça.”

30.novembro.2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sim enterra não

Jogar paciência
E escutar uma música
Enquanto o mundo cai

Porque mesmo?
Porque eu não tenho força para tudo isso

Porque me fará bem
Apesar de todo esse mal
Dispensar todo esse mal

Porque o que não posso segurar
De efêmero
Terá que ser vivido

Apesar de incontrolável
Meu destino
É minha criação

Porque é melhor um sorriso
Cara a tapa

Que o peso
Me enterre não.

Lucy, 9 novembro, 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Se encontro

"
Se eu sou só
Sou só texto
 
Se eu sou encontro
Serei som também
E olhar
Sorriso
Movimento – Abraço
 
Se eu sou só
Sou cansaço
 
Se eu encontro
Minha energia gasta
 
Também transfere
Para alguém."

Lucy
1. novembro. 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

COM TEMPLO MAR

Eu vou para o mar
Fazer minha oração Semanal
De alguns dias – tardes
Em que tudo parecerá
Estar
No seu lugar
Tudo pleno E eu inteira
Apesar dos pedaços

Eu preciso ir para o mar
Preciso de algum ar
Para não sufocar
Nesta realidade Só / Pesada
Que me entorpece No chão

Eu vou flutuar nas águas
Até que a carência
Se transforme
Em linda independência:

Meu corpo cansado
Meus olhos mareados e profundos d'água
E meu sorriso
Sem ter pra quê.

Lucy, 27 de outubro, 2012.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


Aquilo que não se pronuncia e ainda tento

É tão pesado que a palavra não agarra
É tão pesado que no arrastar, arranha e finca
Mas é necessário caminhar.”

Lucy, 20 de outubro, 2012

Precisava e tinha

Se precisasse de desculpas para viver já teria
 
Algum sentido   No sentir-o-mar
 
Se precisasse de desculpas para viver. Faria
 
Mesmo em meio a tanta escuridão e incertezas
Festejar o novo ano, velho ano
 
E desejar o infinito começo e fim
De cada dia
Que a vida promete
 
Apesar
Da escuridão
 
Se precisasse de desculpas para viver: Encontraria
Um amigo, uma amiga
 
Que lhe entenderia
Com e sem palavras
 
A silenciar este não.”

20.10.2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A deriva

O tempo que me resta irei agarrar
Com unhas, dentes e pele inteira
E irei aceitar o carinho do mar como único certo
Em meio a tanta... Desilusão
 
E a mágica de encontro e revelações
Produções, criações, contemplando ações
 
Serão a minha semente a aceitar
Um passo só, outro acompanhado
 
E tentar não me avexar
Não lhe vexar – Deixar correr somente só
 
E aceitar o caminho descaminho certo como única resposta possível
 
Às perguntas que não fiz
Às perguntas que já estão postas – Em algum ar de caminho
 
Irei agarrar
A certeza do mar e do sol nascer novo cada dia
E eu renovada em mim
 
A me reinventar
Em um Qualquer possível
Tua."

Lucy, 22 setembro, 2012.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Alego Alegoria

Um momento tremendo sucederá
Uma explosão de sentimentos
Em sequências embaraçosas e fortes
 
Testarão minha fundação
E O horizonte que tu me mostrasse
O horizonte do que eu consigo ver
 
Para além disto
Um talento enorme de criar compartimentos
De partir o mais em menos
E não te digerir

A minha calma virá de minha alma
E eu conseguirei transformar minha força e velocidade
Em calma estática e funcional

Tentando manter minha graça na vida
Tentando manter minha vida de graça

Extraindo de poço fundo a superficial cor
Que dá tom a alguma alegria

Alegoria.

Lucy, 09. setembro. 2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Bem Querer

Eu não quero respostas – apenas –
 
Eu quero ações
 
Canções e cantigas sambadas para mim
Em mim para algum ti
Ninguém e todos serão
 
Verão – algum brilho resplandece
 
Se os toques se chegam em um ar
Soltos – Serão
 
Eu não quero
Tudo que não seja você
- Me querendo
 
Eu me quero
 
Um bem- te- vi
Nem sempre será no presente
 
Passada em mim eu também
Sempre serei
Renovada e nova
 
Em mim
 
Reposta de mim será sempre meu sim
Em algum ti,
Bem.
 
Lucy, 28.08.2012

sábado, 18 de agosto de 2012

SE, mas não (mais não)

É que tudo na vida é
Em corda bamba, bamba
samba

É que tudo no ar
Levita – E é solto

E aí o corpo que se foi
Foi também um vazio
Esbofeteado na cara

Porque AR comprime o VAZIO

É que também só assim
Escutarei músicas
E tons – cores - de alegria

Há que ter muita calma
Paz, e esperança
Para relativizar

A bamba da vez
Que no passo da dança
Caminha lindamente

Para a frente
E te fisga de lado.
Você do lado
De cá

É bem mais legal.

Lucy, 18. Agosto. 2012