sábado, 11 de janeiro de 2014

Belgium

I cannot restrain my sense of sorrow
When I come, when I get into Belgium
Back to Belgium, shortly,
When I see the land, the flat land,
And the language,
That is lost, that is retained, somewhere,
deep, in me.
A precious and confounded treasure within me
For those my first years
When things were simple, joyful, and honest
And, by god! I have lost it!
However the country IS STILL
I am again, and back,
As I enter Belgium and recognize it
as a part at the same time undisturbed and unreachable within me,
I cry
I cry for all I've lost,
I cry for what could have been
I cry for what has been, and is no more
My twisted life, I cry for my sorrows
For I am damaged
But I am still, and am free...
The phrase that remains, as such other words, 
untranslated, and as an unfulfilled dream 
that I only touch in now my holidays,
the phrase that I retained in my soul
Ik wil zo graag terug naar Belgie gaan
And I have lost again
For I now belong to so much, to so many
By surviving the worst
I became, and lost myself, in many
This is so natural
And so strange
That I see Belgium and I see my soul laid in front of me
And I weep
And I silence it
For I cannot go back
In time
And must accept, always,
As I have
The ever changing world
            With Grace
            As I reinvent (and loose) myself
            Constantly.
Lucy, 3 January 2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Valor para Se Dar



E o valor que a gente tem
É o valor que a gente se dá

O que eu carrego comigo
É um pouco do que eu permiti
Me deixar por aí

Me construir ao me deixar
Viver por aí
O que eu cresci foi o que silenciei
Para poder escutar

Pois a paisagem depende
De pernas, olhares e sorrisos
Um abraço na ilha
Uma lacuna no peito
E muita sede sempre

Saber te perder
            Tendo apreciado
É apenas um preço Razoável
No peito que semeia
            Um Poder-Ser
            Inteiro
 Em qualquer Hoje
Que a vida me dá

Obrigada Ao Novo que vem sempre
            Renovada em Mim
            Eu invento.

            Me reinvento.

Lucy, 1. Janeiro. 2014

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

She´s from the Storm

I come from the storm
And my boat must be my home

Where I barely fit
It must still balance me

Where I carry - my body - must attend to
And suffice
My fragile and strong heart

An end of year Complete
My resistant world

Must be broken
With many smiles

In spite of the broken pieces

Still
Unique
And Complete


Lucy, 20.12.2013

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sem mais nada



Se mais nada
Ao menos alguns sorrisos pelo caminho
Deixados
Recebidos

Se mais nada
Muitos sorrisos
Já basta
Já transborda

Já se refaz

Eu sou bastante
Porque minha alma não se contém no meu corpo
E vive a alcançar
A encontrar

Um outro olhar
Que espelha

E se desfaz
Em um rio de amor

Eu não contenho

Eu extravaso por aí

Lucy, 17.12.2013

domingo, 15 de dezembro de 2013

Na Rua Perdida



A lama não impede de andar
A lama faz, desta paisagem dolorida,
Rua

A minha alma despeja e caminha
E algo de sujo se encontra na cidade
Algo de sujo se perde pela cidade
E se esconde

No misto de discursos
Incongruente

É ainda melhor cantar e dançar
E esquecer
Sem mentir

É preciso ainda sentir
Para poder ser

Pelos becos da cidade
Se esconde
Algum amor verdadeiro

Pelos becos da cidade
Se perdeu
Algum real seu
Que agora corre loucamente pela avenida

Pelo tempo da vida
Você se esconde

Tentando se encontrar
Pela alma perdida de pés
Eu tento ver
Quem está a me esperar

Em que endereço eu posso ser
Qualquer um
Teu adereço.

Decifra-me!

A cidade tem mais lógica
Que eu

Lucy, 15.12.2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Please dare me

I´ve just been waiting for you to dare me
Dare me
And then I go
Just watch me go

And I´ll be running and dancing and laughing
And reaching for the moon that is right here

My potential is all that I want
And I want it all

You can just wait now
Just don´t expect me

To come back in any quick way
I´ve got my ride.


Lucy, 10.12.2013

sábado, 7 de dezembro de 2013

pelo encontro



É pelo amor pelo encontro
Que eu amo

A cidade
Meus calos,
Meus joelhos

É pelo que eu encontrei que eu amo

O espaço que me apraz
Que te conduz
Até algum outro

É pelo amor à companhia que eu prezo
Olhar para dentro de mim, sozinha
Com música

Para digerir e encontrar
Equilíbrio
E não te atropelar no encontro contigo
Não me atropelar ao te avistar

É nessa vida que eu vivo
E que tento me realizar

É por amar que eu respiro
E acelero, e paro, e escuto

Viver é algum tipo de arte
Que com pés, olhos, sorrisos E tons, Se desenha

Alguma tatuagem de mim em mim
E em outro

Lucy, 07.12.2013