sábado, 27 de setembro de 2014

My feelings




My house is being taken over
By birds
Invaded
They lash their wings over me
As it try to hide myself

My life is drifting
And the inevitable time

Is taking over
Is taking me over

And I am drifting
Time is drifting away

And me...

I fight
I resist
I loose Myself

For lack of wanting to find me
I hide away
And nature
Shows whose boss

I accept it As I run wildly

Too fast, too slow

I need to drift
I can’t allow myself to drift
I fight

And try to rest

But there is no peace in my home
In my heart
I resist
But life has taken me over
Oh! so many times

And I let myself

Fade away

I let all people
Fade away

There is no peace in my country
No peace in my heart

My Eternal war
Is thrived

Underneath this perpetual
Sun

Exasperatingly
Overwhelmingly

Misunderstood

In this endless summer

27.09.2014

sábado, 13 de setembro de 2014

Atlântico



Eu respiro fundo e sinto
Amor, pesar,
Liberdade

Uma prisão sem muros

Minha mente está com a minha família,
Por cima de mares distantes desta cadeira

Em que pairo
Em que aceito

A disparidade
Entre corpo
Alma
E chão

E falar demais fere
E silenciar estrangula

A música e a solidão
Me fazem companhia

Aceito, não sem dor,

A ordem das coisas
Que só eu posso conquistar

A arte do encontro

É também a de encontrar alguma paz
Na distância

Lucy, 13/09/2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Em sonho não



Eu paro e penso se eu devo escrever
Se nada de bom me vem à cabeça
Mais uma vez
E eu vou ser ingrata
E eu não gosto disso

Eu paro e penso  E estar aqui, assim,
Me parece tão estrangeiro
E tão eu, tão assim, de novo
Me sinto encurralada
Eu tenho dores e não me pertenço
Meu corpo aos poucos vai esquecendo
Minha mente aos poucos vai esquecendo
E precisa lembrar, do que já veio de bom,
Precisa também se equilibrar
Pelo que já se foi, que foi ruim

Mas este vazio
É opressor

O som do mundo lá fora agitando
Descompassa a minha alma

E eu não quero
Não quero  Me adaptar

Eu engulo e o gosto é ruim
Expatriada em mim e só
Estranho tanto estranhamento
Eu sou                  A noite é longa
E Só.

Lucy, 22 Agosto 2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Here and there



And all things must go

And I have…

I stay
In silence

For all things
Must Go

To survive all this
To release all this
To accept all this

And still preserve

Something special
Inside me

Is so difficult

But all things must go

To stay
True
To yourself

No use to hold on
No use to be afraid
No use to complain
No use to talk

All is useless
And necessary

You got to leave it
And Be

E eu silencio
Por medo de proferir
O tudo que é nada

Soltam-se as amarras e eu estou só
No aguardo
Num hiato

De onde não posso fugir
Difícil me equilibrar
Com esta constatação

Mas tudo deve ser solto
E livre
No vento
Inútil falar
Inútil reclamar

Tudo deve ir

Para encontrar o seu lugar

Em qualquer tempo
Que será

Só há um hoje
Para se aceitar

Feliz
Infeliz
Mente

Entre dois países, três, quatro
Eu sou um buraco negro
Com um monte de vento

E silêncio

E música

E eu

Lucy 01.08.2014

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ai dos meus ais(!)



Apagam-se os escritos, por favor

As flores já não têm a mesma cor
O perfume mal me importa
Mal me comporta

Fecha-se o dia, com favor
E deixe-me ir
Permita-me ficar, bem, comigo

Meu bem de mim mesma
Já não me faz bem

No precipício derradeiro
Que nunca me permiti cair

Eu vejo as paredes correndo
Contra mim
E gosto de correr em direção
Ao chão

Sem fim

Salve-me se só eu posso
Ao leito de um sem fim
Primeiro

Cansei de ser bem
De ser do bem
Os motivos se fecharam
E eu sou em tempo ruim

Me desculpa, vida,
Por este descompasso
Eu sou sem fim

Com fim
Enfim
Cansada
E sem gana

E vou esperar
Para reencontrar
O pulso de mim que ainda luta

A mim me pesa apenas esta constatação
O peso de ser
E existir

E ter que dormir
Para um amanhã
Que não me atrai
Só me distrai

Eu só
E Ai!

Lucy, 2. Julho 2014.