sábado, 21 de outubro de 2017

Absorver



Eu expus minha alma pra você
E você nem viu

Quase um crime
Que eu permiti

Voltar pra me proteger agora
Dessa desconsideração comigo

Vou me hidratar e me cuidar
Me embalar aqui no centro da minha fortificação-Casa
Donde muito vejo e poucos me vêem

Para ganhar força e luz
E colocar minha capa radiante que tenho que criar

Para poder, enfim,
Rodar no mundo
E refletir luz em mim

Lucy, 21.10.2017

Para pedir passagem



Eu tenho que ter muita calma
Aqui dentro de mim
Porque isso aqui é um renascimento
E dói
Nascer de novo

Tenho que andar com calma meus passos sós
Para não me atropelar

E cuidar dos meus sentimentos
Que me carregam

Deixar teu mal escorregar de mim
É preciso muita calma
Para não esquecer de si
- Em sequências de acontecimentos que nada dizem -

É preciso parar no silêncio um pouco
Desconectei
Para escutar e entender o vento

E saber
Para onde não ir

Lucy 21.10.2017

sábado, 7 de outubro de 2017

Continua bom ao ritmo do mar

Uma lavagem de alma de mar
Uma leveza de calma
Ar

Toda espera é um ajuste
Toda calma não é espera
Reajuste

Um devaneio deriva
De aceitar Sol

É criar uma nova perspectiva
Em que se repousa e se recria minha pele
Que se pinta de novas cores

Ao te absorver energia boa
A te absolver digressões passadas

E o vento entra assim sem pedir licença
Sem pedir desculpas

Porque leve
O tempo que tudo digere
Passa inconscientemente

Para lavar sentimentos
Em ondas que só voltam se soltam

Lucy 07/10/2017

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Com minha permissão



De cara limpa
E corpo inteiro
(embora muitas vezes um pouco acabado)

Eu vou

Tenho verbo ação
E um à vontade em mim

A pele que sustento
Pelo que vivi
Pelo que sobrevivi
Com alguma graça

Embora sem apoio fixo
Me permite deriva

Embora ao alento
Luzes me atingem por completo

E meu bem querer
Nunca posso pedir a ti

Sem ser
De mim

Avante.

Lucy, 27/09/2017

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Qualquer sol



Teu sentimento plástico
Se molda no vento
Meu corpo carne
Resiste

E meus olhos ainda capturam
Todas as cores
Todas as dores

Existem, todavia, ideias que alimentam
Meu cerne sedento

E meus pés se movem
E me permitem
Outras visadas

A desconsiderar este jogo
Inconstante-tu

A guiar uma dormência de tu
E uma sensibilidade-eu

Em ações me moldo
E mantenho alguma paz

A enfrentar com alguma calma
Qualquer distopia

E a aceitar com algum agrado
Qualquer Sol.

Lucy, 2. Setembro 2017