domingo, 12 de novembro de 2017

Antes da rua, calma casa



É preciso sentir calma em casa
Antes de ir pra rua
Antes de ficar nua
E sedenta onde existem sedes

Não sacia

Eu semeio energia interna
Para poder me bastar
Sem toda me dar

Para você - Que solta sem libertar

Eu silêncio música e alguma calma
Muitos escritos para digerir
A parte de mim que é carne
Sem arder pele

Entrar no mar,
Dançar só em casa

Existe um sorriso bonito
Quando nem é visto

Era teu
Só meu agora

Lucy, 12/11/2017.

Ser sem precisar



As suas expectativas de mim
Não são as minhas esperanças de mim

Eu sou diferente
E preciso calma
espaço
respeito
Respiro

Não preciso explicar
O que sou simplesmente
Respeito o que vem de dentro para fora

Preciso filtrar o que vem de fora para dentro
No tempo que me fiz
Tão preciosa pra mim
Tenho que me prestar
Atenção

Se quiser me homogeneizar
Eu destaco
Retraio

Saio da sua visada
Para ter a minha vista.

Procurar empatia é também saber se encontrar só

A correr livre

Qualquer encontro bom
É como ser
Sem precisar

Lucy 11/11/2017

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Para sempre nova



Uma paz que clareia e ofusca
Sentir segurança em estar só
E com todos os queridos
Amigos
Que aparecem na minha vida

Eu descubro a cidade
E é como se eu descobrisse
Uma parte de mim
- Surpresa –
Que ainda tem muito que renovar
Que ser

Na calma da vida Que pede licença a ninguém

Eu caminho em ritmo a plainar
E me encharco em cores

Em produção
Eu sou

Nova Cidade.

Lucy, 09/11/2017 em jampa,

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O que é decerto



Eu não posso ficar com uma dúvida
Se eu sou tão certa pra mim
Não posso repartir
Meu corpo de tanto cerne

E andar partida por aí

Eu caminho distanciando de perguntas
Para encontrar reticências
Um lindo vento que

Se não sabe se sim
Sabe que isto não.

Eu que sou tão certa pra mim.

Lucy, 06/11/2017

domingo, 5 de novembro de 2017

Fome sem nome

Onde me limpo não tem escritos
Mas eu imagino
Quero sentir a fome que constitui meu corpo
Saciar não vem ao caso

Caminhar

Eu te vejo melhor quando em movimento
Eu me vejo melhor quando em movimento

Onde me vejo existem cores ao redor
Que me infiltram

Encharcam, renovam

Eu entro em mim
E você sai

Sinto uma fome que é ar
E que recebo bem
Que é a possibilidade
De um outro

Hoje, e amanhã.

Lucy, 05/11/2017.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Pra me levar



Você vai me perder
Porque a liberdade é o que encanta

Você contradiz e não sabe
E eu boto cartas na mesa
E sou toda o que faz viver a vida

E o tempo é de quem valoriza o tempo
O tempo é de quem sincero se dá
Para perder se precisar

Você nem vai perceber
Eu choro, sorrio, enxugo e danço

Eu me junto a uma ciranda qualquer
Que é melhor que qualquer dúvida-espera-tu

A deus, ao vento, o que eu lhe ofereci de mãos abertas e a me curvar, por delicadeza,
Tem tempo
Tem vento
Pra levar

Lucy, 03/11/2017

Por respeito, paz



Do alto da minha casa-produção
E do meu mar-calma
Eu encontro muito mais equilíbrio
A ponderar as liberdades da rua

Eu crio algumas raízes
Para não desabar com qualquer ventania
Eu tenho música, que para mim é um silencio de ti-confusões

Confesso um diálogo eu no meio

E peço também a alguma providência, possíveis “tus”,

Que o que for para ser seja hoje
Que se não for para ser que liberte hoje

Eu me retraio para algum longe perto
Para evitar perspectivas fugazes
E construo energia
Para que se desfaçam nós neste vento lindo

E entre no meu corpo o que for limpar
E unir, carinho e paz.

Lucy 03/11/2017.