terça-feira, 7 de setembro de 2010

Deriva do mar

O mar inspira
Respiro o mar

Tudo fica mais bonito
Com o mar em mim
Tudo fica mais deriva
Meu mar em ti
Oceano
E sal, e solto
Submersa na energia
A onda que me leva
A outra que enfrento
Meus cabelos
Sol e mar
E eu sou
Um barco

Eu derivo
Do ar.

Lucy, 7 setembro 2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cores em vida

Quero ver todas as nuances, espectros e cores
do céu, no tempo
as luzes, várias luzes que evidenciam
O universo, lindo
A arte de existir, persistir
E se desenvolver
Com o tempo
A liberdade no vento
O calor, o frio de cada momento
Em minha pele eu vejo

Quero ser todos os aspectos
Viver me enche de beleza
Ser me preenche
E eu me solto no mundo
Mergulho no mar azul, verde, transparente
Reflexo do céu

E tudo fica para sempre

Ainda mais lindo.

Lucy, 20 de Agosto de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Presente Infinito

Para mim Todo dia
É um Novo
Que me dá

Se minha vida
Ocupada
E eu mais sensível
A tudo Ao meu redor
Felicidade Para mim
Eu transitória
Meu Berço-Mundo
E estarei sempre em casa
Porque a faço
Aonde eu estiver
Me desfaço Em mil
Por onde eu estiver
Meu coração palpita
Meus pés andam
Eu à deriva
Em movimento
Produzo
E sou alimentada
Pelo caminho - E sorrisos
Que todo novo dia
Dá para mim.

Lucy, 8. Agosto. 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Felicidade Sim!

A cada gargalhada que acontece
Em grupo, com meus amigos
Eu rejuveneço
E pára o momento
Energia boa para mim
Para vocês
Em nós
Nós nos entrelaçam
Soltos no ar
A cada boa energia que encontro
Minha alma se expande
E meu corpo ganha voz
Felicidade sim

Tristeza nunca mais
Amar é mais.

Lucy Donegan, 29.julho.2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Seria

Na teoria seria
Na teoria Si Ria
do oceano que separava
O universo de palavras - Da natureza
Que dominava

À flor da pele seria
O leito de algum sonho
Que se perdia em imagens
E sentimentos
Nada que pudesse explicar

A felicidade e a angústia
Daquele dia
Em que me abandonou

Nada que pudesse
Nada que explicasse

Na teoria se Ria
Na prática engasgada
Num mar de chôro

Mas também sem explicação
A transformação de si
Encontrada livre
No nada, pelo vento

Sem mais nenhuma pretensão.

Lucy, 21.julho.2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Em quanto isso?

Quando o sol quiser vir
E iluminar a minha vida
Vou recebê-lo de bom tom
Quando ele quiser esquentar minha pele
E me eleger - Presenteada - Irei sorrir

Quando eu puder ter um amor
Irei saber aceitar
E meu corpo irá receber
Em bom tom

Enquanto isso quero a sorte
De uma paciência ansiosa
Uma queda passiva
Para aproveitar o vento - De nada -
Que bate em mim

Que também refresca a minha alma
Nos meus espaços vazios

Por enquanto que nada vem
Agradeço pelo espaço que tenho

Onde a felicidade tem lugar
Para chegar.

Lucy, 12 de julho de 2010.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Desmedida

Eu pinto meus olhos
Com o pouco de lápis que me resta
Pouco
Para enfrentar o mundo
De nada sei
Do amanhã
E dou meu passo
Feliz, deixo tudo pra trás
Para rever mais um pouco
Do que foi deixado
Ao vento
De mais uma casa me despeço
Peço ao vento o favor
De me trazer
Novas coisas boas sempre
Me renovar, apesar do tempo
Eu farrapos e coisas
Levo, mas o que pesa
É o despedir de uma condição
E aceitar, novamente
Me desbravar
De volta pra casa
Com menos uma casa
Encontrarei meu tempo-lugar
em um ti? Aonde ti?

Despedida
Despeço medidas

Lucy 18.06.2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Agradecimentos

Pelo meu sangue que me criou
E que pulsa em mim
Meio louco, meio racional
Pelo malabarismo, minha família linda
Pelos meus amigos
Que gostaram e me apoiaram
Só por eu Ser
Algo disso
Pelos sorrisos e abraços
E a calma na tormenta
Pelo meu pão de cada dia
E todos os mais que virão
Pelo sol, pelo mar, pelo vento
Que não me cobram
Nenhuma energia
Pela arte que brota
Da alegria e da tristeza
Pela música
Que me faz acordar e dormir
Eu agradeço pela vida
E aceito a morte de cada dia
Renovada em mim.

Lucy, 9.maio.2010

Oferenda

De repente
Quer por mim, quer pelos outros
Tudo solto
Eu só, sozinha como vim ao mundo
Do que tinha certeza, esvaiu
Do que não tenho certeza
Deixo correr
Para além, de mim
Eu sedenta
Mas me basta
Eu me basto
Para aproveitar o mundo
Pleno
Sem você
Serei novamente Eu
As pétalas soltas
Flor despedaçada
Me solto ao mar
Oferenda
Pra Iemanjá.

Lucy, 21.maio.2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um pouco de mar

Para me entender basta um pouco de mar
meu amar
se espalha feito águas num oceano
e o tempo espalha
e mistura
sempre igual, nunca igual
Para eu me encontrar basta
Um pouco de mar

Eu fico em casa
Encharcada por vida
Quando faço parte
do Oceano que me rodeia

Vento me leva
E eu sei aonde chegar
Quando vejo
Tua luz
Meu horizonte.

Lucy, 29.4.2010