sexta-feira, 20 de abril de 2012

Traduz Ação

Meus sentimentos
Coloridos, visuais, táteis
E inquietações
Deverão nascer em texto íntegro
E maduro E compreensível
Para o descanso de minha alma

A cidade deverá se traduzir
Num pulso forte que meu corpo percorre
Em palavras explicativas

Eu irei capturar – o misto ritmo de
Especulação – espetáculo
Com a calma e soberba de quem enxerga
O pôr do sol
E sabe tudo no seu lugar

E saberei, me acalmarei,
Já que tudo isso,
Ainda é muito mais fácil
Do que olhar dentro de mim
E me traduzir

Tão estrangeira que sou
Não me encontro.

Lucy, 20.abril.2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

Oração

Eu não quero beber só
Escutar música só, para mim,
É uma oração
Morar só uma construção
De alma e lar

Eu não quero socializar, só
Somente isso
Entender minha alma
É fé para mim

E nunca é o bastante
Caminhar nas trilhas e me gastar
E doer, e sorrir, e sentir
Para mim é viver

Com ou sem alguém
É o que somente a vida pode me dizer

Eu tenho que viver com calma
Viver alma, mar, e música

Sem sentir
É a única maneira
que não tenho Como SER.

Lucy Donegan, 11 março 2012.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Depois do surf, carnaval

O meu corpo e alma
Se realizam – plenamente – no mar
Inútil tentar descrever - apesar das tentativas -

Que o sol é fotossíntese da alma
E como arco-íris revelam os tons dos seres
E chão
Que sumberge na água
Com força se faz também velocidade
Movimenta minha alma
Acariciando a pele
Inútil tentar expressar
Meu amor pelo mar

O essencial
É visivel em meus olhos
Porque meu corpo é todo alma
Depois de deixar tudo de ruim
Escorregar para fora de mim
E me encharcar de ar.

Lucy, 21.fevereiro.2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pacífico


Valparaíso - Chile.

Impressão

Meu sangue pulsa
em Português
Meus repertórios
Também podem ser traduzidos

(Quase)

Por algum sorriso – ponte
Vozes e tons com cores
Com pôr es

Meu toque pode ser sentido em outro clima
E minha pele reage e se transfigura
Com dores
Outra pressão

Minha impressão se traduz
E tudo fica solto no ar
Mistério de algo que perdi
E ficou
Em mim.

Lucy 20.janeiro.2012

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A estranha arte de ter FOCO

Que minhas inquietações de hoje me sirvam como positivo – força – motriz
Para extrair forças de dentro e expôr-me contínuamente – à ação
- e não desistir -
em busca de um amanhã mais feliz,
Mais realizado, mais em paz – interno – externo

Você, e eu, e o mundo

E o meu tempo em paz, e funcionando, comigo
Alguns dias de reclusão em busca da construção

Para que eu não precise desmoralizar
Para ganhar meu pão e independência
De CADA dia que virá

Muita calma e foco
Para digerir estas energias (ruins?)
E transformar em produtos bons
Reconstruir outras energias em mim

Em uma reflexão necessária

E melhorar algum tipo de Mundo-Eu."

Lucy 25. Novembro. 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Remada corrente.

Há de fazer, com calma, um futuro imbutido no presente,
Aceitar as renúncias e o passar de cada dia
Num levar de águas sem arrependimentos
Há de também cravar com força o momento instante
que passa
e não se deixar...

Viver sem amor, ideal, ou esperança

Para ter o amanhã abrindo de sol
É necessário o sim e o não de hoje

É necessário também saber soltar o tempo
E aceitar o corpo leve derivar

No mar sem tamanho
Eu me encontro e te perco

E me renovo
O que serei amanhã
É algo do que aceito hoje.

Lucy 23.10.2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Reflexo

Que meu corpo é, também, feito de água
E em alguma parte a luz que reflete na água
E transforma sua cor
Interage em mim
Cor da minha pele

E meus átomos reverberam, e se acalmam
Com o vento que me aconchega
E me conduz

E sou qualquer coisa que precisa também escrever
– Além de agir, de ser entendida –
Algo em mim, mais profundo
Precisa sempre sair do cotidiano

E encontrar o conselho das águas, ares
De sonho
De sono

Que também é feito de ritmo
Das ondas temperamentais
Nunca iguais Em mim

A água também é um corpo
Universo Em que submerso
Um corpo cheio
Um copo vazio.

Lucy 13. Agosto.2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Preciso Alma


É preciso calma
Uma mudada de vista
E muita paz – interna
Para que os terremotos
E más visões – conspirações
Não te abalem, derrubem

É preciso coragem
Para olhar para a frente
Para seu próprio caminho
Para fazer um trajeto novo
E aceitar os desafios – Imensuráveis

Entender que haverão críticas
Desentendimentos – De quem quer certezas da vida

Não entenderá

Que estar em pé e só
permite ver tudo
Mas também evidencia suas fraquezas

O pulso da vida é
Aceitar o vento
Apesar das tormentas

Lucy 25. julho. 2011”

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ar Caminho

"
Existe uma alma em cada lugar
Um clima-cheiro-pele-barulho
Que pulsa e respira
Cada passo desse chão
E se tranforma em mim
Cada passo desse
Não é em vão
Existe uma alma minha
Por todo lugar
Ar em mim
O vento bate fortemente
Em mim
E acusa Um eterno Devir
O que deve ser
Meus pés no mar, minha cabeça no Ar --
Montanha
E meu coração abismo
Algo pelo meio
Caminho .
7.junho.2011