sexta-feira, 15 de junho de 2012

Íris

Na piscina dos teus olhos
E lusco-fuscos
Irei algum dia me perder
Assim como os meus perscrutam O mundo
E me traduzem a alma

E vou sorrir, não sabendo de mais nada
E deixar a vida linda me carregar
Para o lugar – mar – certo

Porque meu corpo já é todo evidência
E escrita espalhada por aí
E voz e som no ar
Que as palavras tentam, em vão,
Traduzir

Em pontes de olhares e sorrisos
Eu vou me perder
Para poder me encontrar.

Lucy, 15. Junho. 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Remada corrente.

Há de fazer, com calma, um futuro imbutido no presente,
Aceitar as renúncias e o passar de cada dia
Num levar de águas sem arrependimentos
Há de cravar com força o momento instante
que passa
e não se deixar...
Viver sem amor, ideal, ou esperança

Para ter o amanhã abrindo de sol
É necessário o sim e o não de hoje

É necessário também saber soltar o tempo
E aceitar o corpo leve derivar

No mar sem tamanho
Eu me encontro e te perco

E me renovo
O que serei amanhã
É algo do que aceito e ultrapasso
hoje.

Lucy 23.10.2011

Mareada

Em algum lugar do mar
Jaz a minha libertação
E eu vou aos poucos me expandindo da cidade
Despedindo
Em algum lugar Ar em mim
Jaz o meu ser, que precisa se libertar
E ter carinho e movimento, para além de mim
Em algum lugar, meu mar
Eu sei me entregar
E eu sou ser de sal, água e sol
Nada mais, nada mais...

Eu sou tudo isso,
Eu inspiro a maresia
E me lavo por inteira
Meu sorriso olho é luz em reflexo
Em qualquer dia

E minha cidade é qualquer
Mar que me dá.

Lucy, 17 de maior de 2012.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Traduz Ação

Meus sentimentos
Coloridos, visuais, táteis
E inquietações
Deverão nascer em texto íntegro
E maduro E compreensível
Para o descanso de minha alma

A cidade deverá se traduzir
Num pulso forte que meu corpo percorre
Em palavras explicativas

Eu irei capturar – o misto ritmo de
Especulação – espetáculo
Com a calma e soberba de quem enxerga
O pôr do sol
E sabe tudo no seu lugar

E saberei, me acalmarei,
Já que tudo isso,
Ainda é muito mais fácil
Do que olhar dentro de mim
E me traduzir

Tão estrangeira que sou
Não me encontro.

Lucy, 20.abril.2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

Oração

Eu não quero beber só
Escutar música só, para mim,
É uma oração
Morar só uma construção
De alma e lar

Eu não quero socializar, só
Somente isso
Entender minha alma
É fé para mim

E nunca é o bastante
Caminhar nas trilhas e me gastar
E doer, e sorrir, e sentir
Para mim é viver

Com ou sem alguém
É o que somente a vida pode me dizer

Eu tenho que viver com calma
Viver alma, mar, e música

Sem sentir
É a única maneira
que não tenho Como SER.

Lucy Donegan, 11 março 2012.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Depois do surf, carnaval

O meu corpo e alma
Se realizam – plenamente – no mar
Inútil tentar descrever - apesar das tentativas -

Que o sol é fotossíntese da alma
E como arco-íris revelam os tons dos seres
E chão
Que sumberge na água
Com força se faz também velocidade
Movimenta minha alma
Acariciando a pele
Inútil tentar expressar
Meu amor pelo mar

O essencial
É visivel em meus olhos
Porque meu corpo é todo alma
Depois de deixar tudo de ruim
Escorregar para fora de mim
E me encharcar de ar.

Lucy, 21.fevereiro.2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pacífico


Valparaíso - Chile.

Impressão

Meu sangue pulsa
em Português
Meus repertórios
Também podem ser traduzidos

(Quase)

Por algum sorriso – ponte
Vozes e tons com cores
Com pôr es

Meu toque pode ser sentido em outro clima
E minha pele reage e se transfigura
Com dores
Outra pressão

Minha impressão se traduz
E tudo fica solto no ar
Mistério de algo que perdi
E ficou
Em mim.

Lucy 20.janeiro.2012

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A estranha arte de ter FOCO

Que minhas inquietações de hoje me sirvam como positivo – força – motriz
Para extrair forças de dentro e expôr-me contínuamente – à ação
- e não desistir -
em busca de um amanhã mais feliz,
Mais realizado, mais em paz – interno – externo

Você, e eu, e o mundo

E o meu tempo em paz, e funcionando, comigo
Alguns dias de reclusão em busca da construção

Para que eu não precise desmoralizar
Para ganhar meu pão e independência
De CADA dia que virá

Muita calma e foco
Para digerir estas energias (ruins?)
E transformar em produtos bons
Reconstruir outras energias em mim

Em uma reflexão necessária

E melhorar algum tipo de Mundo-Eu."

Lucy 25. Novembro. 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Remada corrente.

Há de fazer, com calma, um futuro imbutido no presente,
Aceitar as renúncias e o passar de cada dia
Num levar de águas sem arrependimentos
Há de também cravar com força o momento instante
que passa
e não se deixar...

Viver sem amor, ideal, ou esperança

Para ter o amanhã abrindo de sol
É necessário o sim e o não de hoje

É necessário também saber soltar o tempo
E aceitar o corpo leve derivar

No mar sem tamanho
Eu me encontro e te perco

E me renovo
O que serei amanhã
É algo do que aceito hoje.

Lucy 23.10.2011