sábado, 7 de maio de 2016

Uma felicidade



Amor está em mim

E eu lhe dou
Toda a liberdade
Que é para você correr e ser bem

Para nós sermos
E bem

Eu cuido da casa
Que será “nós”
Eu cuido de mim

Que será, e é
“Nós”

Eu alimento e percorro
Porque a paz está
No que se comunica entre nós
No que fica em mim

Enquanto só

Eu lhe aguardo e guardo uma felicidade pra ti

Em casa eu danço e me mexo
Porque estou feliz

Que existe um ti pra vir
Que existe uma eu para ti

Em que fazemos nossa paz
A enfrentar e desfiar

Qualquer Mundo

Lucy, 07/05/2016

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Bandeira branca, amor



É guerra meu amigo
De mim contra você
A pesar resquícios de cooperação

Que se perdem
Que pedem força

É guerra dispersa e entremeada
Nas ruas da cidade
Nos muros que quebram nossos olhos

É meu umbigo
É minha dor

Indigestão

Mais uma ocorrência
E nós todos, prisioneiros
Inalando medo
Expelindo ódio

Ainda me seguro nos moços da esquina
Da minha rua
Por onde ando e cumprimento

Ainda existe
No meio das lutas
Sorrisos

Você não pode ser assim tão diferente de mim

Ainda em corda bamba ando
Ainda numa prisão
Não me tranco

Abro portas
E vou ver a cidade
E vou mergulhar no mar

Minha bandeira branca
Meu acordo de vida
Por alguma paz

Lucy, 01/04/2016

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Nosso quintal ao mar



No meu quintal
Vaga mundo coração
E olhares gulosos

Também planto minhas cores
E sons e flores

Só alguns espinhos
Para proteger a seiva

Que vem e me percorre
E junto com o sol
Me pulsa a pele

Que é para você,
Criatura boa,
Também vir pra cá

Chegar, partir,
E retornar

Ao vento...
que o estático nunca é livre

E em curvas também
Dançar
Como nos movimentos que são necessários
Para haver o som, e música,

Em brisa eu também sou carinho

Que enquanto caminho chega ao seu ouvido

E se escutar atento é possível, até,
Me ver
Me viver

Enquanto também olhar para dentro
Percorro
Escorro

Encharcar em ondas
Por dentro, e por fora,
De ti

Lucy, 15/02/2016

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Ciranda



Já sei que a felicidade
É estar distraída com a vida
Distraída pela vida
Bem assim livre

Distrair-se também é
Uma arte
Pois todas as dores da vida
Ainda Espreitam
Nas lacunas vazias que preenchem os dias

Que teu sorriso e carinho
Que vem como um presente para mim
Também faz parte
Do livre arbítrio de nada ter
De tudo receber
E de saber se dar

Assim

Ao vento
Ao momento
Ao que pouco, e tudo, importa
Que tudo, e pouco, comporta

E na dúvida dançar
E sorrir
E no sono sonhar
Em delírio se perder

Ser liberdade e assim dar
Ser amor e assim ter
Para dar

Um presente, de cada dia, assim
Tudo dá
Nada pede em troca
E se renova cada dia

Sem perdas
Só ganhos

O chão sempre lá,
Os pés também
E muita música
Para ser encontrada

Com ou sem
Abraços

A dança vem de se aproximar, se soltar,

E segue em ritmo
Uma curva suave cintura
Um pé duro chão
Um olhar

Perdido

Outro Encontrado

Lucy
28/11/2015

domingo, 29 de novembro de 2015

Toda leveza será retribuída



Eu visito o mar
Para saber, que com tantas andanças e mudanças
Ele continua, grandioso
Ali
Igual

E abençoa

Eu visito o mar
Para colocar todas as coisas
Na sua real perspectiva

Porque a casa verdadeira é a que não limita
Porque eu sou sem limites

Porque ele me permite
Ser, em parte, mero repouso de sol

Porque as águas em ondas me balançam
E me aconchegam
Numa companhia silenciosa
E antiga, de trovões

Porque existe uma violência e calma
No encontro de águas e areias,

E minhas pegadas se perdem

Porque eu preciso me perder

Porque eu me encontro
E sou sem mal

Felicidade entra em mim

Para além-cidade, mesmo que à beira

Eu visito o mar para pedir a bênção
Ao dia novo
A uma mim nova
E sempre igual

Lucy, 29/11/2015