quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Dancing in the sky


There is richness in your soul
That at desperate times translates into thirst
To write
To hug
To meet

The imagination too strong is also
A power to create from nothing

To feed from the sun
And an urge
To spread wings

And fly away
To nowhere
-          Everywhere

My strive for you
Is the love I hold for you
That I try to hold as foundation

Without tumbling down

My soul is air
And it is almost unbearable
Unbearably beautiful

As dancing to music

Wherever my body
Can meet my soul

Lucy 18/01/2019

Enquanto derivo do ar


Tem uns morros pelos quais passei
Que eu também fiquei
Eu vejo e pulso em saudade
Do que também me construiu

(à beira-mar
nunca se alcança o horizonte)

Tem um absurdo amor que sou
E muito de você ainda pulsa em mim

Por acreditar nas magias que fazem
Todos meus dias

A me esparramar em uniões pelo mundo
A me desfazer e me sentir também tão só

Tem um infinito que eu, finita, Sou

A desfazer e refazer, com vento
Tantos sóis

Lucy, 16/01/2019

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Enquanto derivo do ar

Tem uns morros pelos quais passei
Que eu também fiquei
Eu vejo e pulso em saudade
Do que também me construiu

(à beira-mar
nunca se alcança o horizonte)

Tem um absurdo amor que sou
E muito de você ainda pulsa em mim

Por acreditar nas magias que fazem
Todos meus dias

A me esparramar em uniões pelo mundo
A me desfazer e me sentir também tão só

Tem um infinito que eu, finita, Sou

A desfazer e refazer, com vento
Tantos sóis

Lucy, 16/01/2019

As marés


Você me fala de amor
E eu lhe falo das marés

Que vêm e vão com força própria
Para quebrar e desfazer o ar

Eu aproveito com gratidão algumas dessas forças
Que me encharcam e resplandecem
Por onde movimento e inércia
Em derivas

Enquanto meu corpo ainda íntegro de felicidade e amor
De muitos queridos que fazem minha vida e meu ser

Algo também se agita
Agora
Que você voltou em mim

Se visita
Ou paragem
Não sei

Mas meu corpo tem vontade
De ser teu porto

(e pode?)

Lucy 02/01/2019

sábado, 1 de dezembro de 2018

Sensível


A tua doença
Deixou-me em momentos
Muito magra

Mas eu consegui manter
Meu essencial

Veio à tona depois
E ainda em meio

À sofreguidão

Você, outro,
Que vem de tempos fartos

Não me entende

E bota à frente só o que tem de pesado

Eu muito ar

Não encontro espaço em ti
Esbofeteada

Me retiro
Te retiro de mim

Para não perder cerne
E permanecer em mim

Frágil e forte

Lucy, 01/12/2018

Para se encontrar


A minha força vem do meu sangue
E das minhas desavenças
Que eu não deixei me vencer

Meu sorriso vem do teu descaso –
Que foi atropelo de mim –
Não me viu

Eu estatelada

Não fiquei no chão

O meu âmago sente e segue
A receber outros ventos
Que me veem e respeitam

E enquanto isso eu posso fazer TUDO
Eu posso me traçar, retraçar

A escolher a leveza da liberdade
Vezes só
E sempre paisagem

Renovo peles
Dentro de mim

A passar por declives
Com força motriz
Para chegar a alguns topos

E ver além de qualquer presente
Resistente dentro de mim

Retirante

A me buscar em mim

Lucy 01/12/2018